quarta-feira, 7 de maio de 2008

solinho

Depois de tanto tempo sem cá aparecer, até parece que já me esqueci de como isto funciona! Raios e coriscos! Estou a ver que algumas coisas não são bem como andar de bicicleta! Enfim, lá farei um esforço para me familiarizar outra vez com isto tudo! Não deve demorar assim tanto tempo!

Bom, depois de alguns dias em Portugal (e não, não falemos sobre a merda de tempo que estava!), lá voltei para Berlim, para esta cidade fantástica que me oferece sempre um sol maravilhoso de cada vez que eu volto para casa! Pois sim, por agora Berlim ainda é a minha casa! O futuro lá dirá mais alguma coisa!

Achei Portugal exactamente no mesmo lugar, e confesso que estava a perder a paciência com tanta repetição sobre o PSD e os seus candidatos! Não há mais nada para se falar no nosso país? Livra!

Bom, era só para dizer que estou de volta, se bem que não sei por quanto tempo! Não ando assim com tanta vontade de blogar! Mas também não me censurem! Depois de um inverno tão rigoroso, quem é que agora quer ficar em casa com aquele sol abençoado a espreitar lá fora?

Hasta!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Meu querido blog:

Perdoa-me mais esta ausência de notícias! Sei que te deixei para aqui, sozinho, carente, abandonado... mas acredita que não era minha intenção! O meu querido Macondo, companheiro de quatro anos de internet, word, trabalho e palhaçada, está doentinho e não sei mesmo se voltará a recuperar! Snifff! Por isso mesmo, tenho andado fora deste mundo virtual e longe de ti, meu querido!

Não sei quando vou poder voltar a escrever-te, talvez ainda demore algum tempo... mas queria que soubesses que vou estar em Portugal de 17 a 28 de Abril. Assim, se quiseres saber de mim, já sabes onde encontrar-me!

Beijinhos grandes, cheia de saudades!

Me Myself & I

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Viena!



Há falta de tempo para relatar com pormenor o que foi Viena, mas aqui fica um cheirinho:

Viena é Klimt, é Schiele, é arte que nunca mais acaba e que nos deixa com a lágrima no olho...
Viena é frio e calor, é comida deliciosa, é museus e museus, cultura que parece não ter fim!
Viena é gente simpática, é juventude, igrejas e mais igrejas, edifícios lindos a cada virar de esquina...

Enfim, Viena é aquela cidade que nunca será totalmente explorada, e que por isso mesmo, terá de ser sempre novamente visitada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

viena?

Sim, meus queridos discípulos, Viena é linda! Só podia ser, não é?
E estão curiosos para saber o que sua excelência Me Myself & I viu e viveu nos três dias que passou nesta cidade dos deuses, neste manjar cultural? Sim? Então terão que esperar mais uns diazitos porque sua excelência Turista em Viena ainda tem que digerir tanta informação!
Ora fiquem então com este teaser enquanto não me decido a contar o que por lá vi! E sim, parece mesmo que encontrei duas irmãs gémeas por terras austríacas!


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Não...


não é apenas uma fotografia! É o meu futuro nos próximos três dias!
Sim, leram bem:

Vienna, here I come! Ou como dirão os austríacos, se eu conseguir perceber alguma coisa do que eles dizem naquela pronúncia esquisita: Wien, ich komme!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Parabéns!


Happy Birthday Glitter Graphics from FreeGlitters.com

Pois, foi exactamente há um ano que eu criei este blog. Um ano... Na verdade, parece que foi há muito mais tempo... mas se pensar bem, o ano passou tão depressa!
Enfim, um ano de algumas revelações, algumas surpresas, nem sempre agradáveis, mas também de coisas boas!
Bom, acho que vou continuar por aqui, mas prometo que tentarei empenhar-me mais relação a dois!

Parabéns, the nobility of imperfection, parabéns!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Yes We Can!


It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.

Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics… they will only grow louder and more dissonant. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea...

Yes we can.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

What Language Should I Learn?




You Should Learn Japanese



You're cutting edge, and you are ready to delve into wacky Japanese culture.

From English to eating contests, you're born to be a crazy gaijin. Saiko!



Não é que não goste de sushi, até gosto, se bem que não seja algo que coma com frequência. Mas também, um bom sushi é sempre tão caro!
Já pensei em fazê-lo em casa. Não seria uma má ideia. Quem sabe, talvez convide algum pessoal para um serão japonês!

A verdade é que sinto realmente falta de aprender uma língua nova. Aquela sensação de entrar num mundo novo, numa cultura diferente, de me poder expressar de outra forma, de conseguir entender outro tipo de pessoas... Hum, tenho mesmo saudades! E se pensar nisso, acho que nunca aprendi uma língua só pelo prazer de a aprender.

Também tenho curiosidade em saber que tipo de aluna seria eu agora, depois deste tempo todo, e como reagiria eu à nova língua...

E confesso que a oportunidade de me meter num projecto que não tenha nada a ver com a minha vida também me alicia. Poder ser raptada da minha vida normal por umas horas, poder esquecer as chatices e todas aquelas coisas que tenho que enfrentar, mas que eu, simplesmente, receio... Sim, o meu lugar Zen... aquele que eu ainda não encontrei!

Talvez ainda não tenha chegado a vez do japonês. Neste momento, inclinar-me-ia mais para o lado da pasta e das pizzas. Aprender a falar a cantar, conhecer a língua dos mafiosos e das pessoas que falam, também, com as mãos!
Mamma mia, que piacere!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

uma tarde na polícia

No domingo tive uma aventura curiosa, ou pelo menos nova!
À hora de almoço recebo um telefonema de uma senhora, que pertencia a uma empresa de tradução (para a qual eu tinha enviado, há 2 anos, o CV), que me pedia que eu fosse à polícia que fica perto de um dos aeroportos aqui de Berlim. Aparentemente, havia alguém em apuros que precisava urgentemente de um intérprete.

Confesso que não estava lá com grande vontade... Era domingo, estava cansada porque tinha trabalhado a manhã toda, ainda por cima estava a nevar a potes (potes talvez não, pronto, cats and dogs? bom, you know what I mean!) e por isso só havia mesmo vontade para ficar em casa a tarde toda, no quentinho, a ver DVDs com a companhia certa, acompanhada de um cappuccino saboroso. Além disso, alemão judicial não é propriamente o meu forte, e foi isso mesmo que disse à senhora. A senhora lá respondeu, sem saber o que fazer, que não era nada de importante, devia ser um assalto, ou coisa assim...
E pronto, o raio da minha consciência começou a picar-me, lá imaginei um desgraçado de um português inocente preso nas garras do sistema judicial alemão por alguma razão idiota, que para além disso não percebia uma palavra de alemão... Lá fui!

Bom, long story short:
O "criminoso" era brasileiro (coisa que eu fiz questão de dizer logo! Há que defender o nosso país!) e estava em posse de um bilhete de identidade português falso! Lindo!
Depois de muita conversa e histórias, ou talvez estórias, porque o que o preso contou devia ser tudo menos realidade... (mas quem sou eu para julgar!) lá se resolveu a questão! O estado alemão é muito benévolo e deu uma oportunidade ao senhor para tratar da situação. Enfim!

Conclusão tirada de uma tarde de domingo passada na esquadra de polícia:
- os polícias são pouco simpáticos em todo o lado (se bem que noutra ocasião em que tive que ir à polícia, cá, apanhei um senhor polícia muito querido!);
- os polícias não sabem trabalhar com computadores! Escrevem muito devagar com o teclado, andam ali às voltas à procura das coisas, e olham para o aparelho que têm à frente como se fosse um bicho;

- o estado alemão é politicamente correcto e tenta sempre resolver a questão de uma forma mais socialmente correcta (vejam lá que até estavam preocupados porque o preso não tinha onde dormir, e até lhe ofereceram a cela, apesar de ele já estar livre, para ele poder dormir);
- vi como as pessoas são estúpidas e pensam que, com uma cara inocente e coitadinha e uma história idiota e inventada, os polícias caem em tudo;
- vi uma cela de prisão pela primeira vez na minha vida;
- e pronto, conheci mais uma realidade!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

crónica sobre uma chegada a Portugal

Lisboa recebeu-me com um friozinho semelhante ao berlinense, mas o seu sol inconfundível abraçou-me com uma ternura e um calor... depressa me senti em casa!
Pouco depois, o calor em si fez-se sentir, e os termómetros depressa me mostraram uns 17 graus, que comparados com os -6 que me acolhiam em Berlim, me pareceram miraculosos, quase impossíveis!
Hum, Portugal dava-me as boas-vindas, a minha Lisboa querida, cidade do meu coração, abria os braços para mim, como uma mãe emocionada, ao ver o filho regressar a casa, depois de um temporal!

Estava emocionada
ao mesmo tempo que sentia algum repúdio pela cena tipicamente portuguesa: aeroporto cheio, desorganização geral, uma espera infernal por uma única mala, uma enchente de gente reclamadora, uns funcionários tudo menos solícitos, trânsito indisciplinado... enfim, uma confusão dos diabos que me agrediu como uma bofetada não prevista.

A culpa é sempre dos outros, "eu bem te disse, tu é que não quiseste ouvir", "eu não posso levantar-me daqui, sou uma mulher muito doente, tenho o pé partido. Puseram-me um ferro cá dentro com 7 parafusos"... mas o que se passa com o português? E porquê esta tendência para partilhar o seu estado clínico com os outros?

Suspiro, suspiro, sorrio, rio-me! Sou sempre tão simpática quando chego a Portugal! Adoro ver-me redescobrir as pessoas, a língua, o ambiente, a comida, tudo o que cá é e em Berlim não é...
Quem me conhece sabe bem que eu não sou uma pessoa simpática. Sou taciturna, tenho um ar sério, sou rabugenta, insuportável!
Mas naqueles primeiros momentos depois de chegar a Portugal torno-me primaveril! Uma Diana temporariamente bem-disposta!


Agora estou no comboio a escrever num lenço-de-papel, com medo de me esquecer desta sensação se adiar mais esta escrita.
De vez em quando paro e repreendo-me a mim própria por não estar a aproveitar a paisagem tão única que a janela me oferece, e este sol tão abençoado!

Durante esta simpatia inicial que me invade encontro-me num dilema... A minha pátria tão querida e tão sua e tão tantas vezes indesejada...
Esta dúvida se amo ou se odeio, esta questão tão estranha, esta sensação que entranha...
Não sei... E no meio desta mistura de sentimentos, hoje, senti-me, de repente, e mais uma vez, mais do que abençoada.
Ao sair do carro, no Parque das Nações, um vento familiar, que reconheci de imediato, invadiu-me os sentidos, com o seu abraço ameno, o seu odor a mar, a rio, a água... hum, encontrei-me finalmente nesta balança de amor e ódio!
Hoje a chegada foi positiva, e Portugal, desta vez, conquistou-me! Que prazer!


23 de Dezembro de 2007

Querido blog:

Bom, nunca é tarde para entrar no novo ano com o meu querido blog!
Feliz Ano Novo!
E para que te sintas ainda mais especial, resolvi mudar a tua roupagem! O que achaste? Não cheira a Primavera?
Beijinhos!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

o número

-6 é o número que me vai acolher, daqui a pouco, quando eu puser os meus pezinhos fora de casa para ir dar aula. Pois é, meus amigos, aqui em Berlim não se brinca!

O Natal está a aproximar-se, é? Então leva lá com umas temperaturazinhas negativas que é para aprenderes!


Querida Berlim do meu coração, estás com azar! Daqui a dois dias já parti para outras terras,
hopefully mais solarengas e quentinhas, or maybe not! :(

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Querido blog:

Pois foi... então, parece que te abandonei! Ficaste ao Deus dará para aqui, sabe-se lá a receber visitas de quem...
Perdoa-me, por favor, esta minha ausência de notícias.
Sei que deves sentir-te muito só, abandonado até, aqui no meio desta escuridão virtual, sem ter com quem falar... Ainda por cima nem sequer podes fazer o teu trabalho como deve ser porque nem posts te dou para postares... Imagino que até te sintas um pouco triste ao ver a falta de atenção que te dou, tendo em conta que há tanto blog famoso e visitado à tua volta...

Mas deixa lá, não é por mal! Eu até gosto muito de ti! Mas é que sabes... se calhar não acreditas, mas fora disto, há mesmo um mundo, e eu tenho a minha vida, trabalho, amigos, namorado... E para gerir tanta coisa é preciso ter muito tempo! Mas isso não quer dizer que não pense em ti todos os dias!
Na verdade, talvez não te dê o valor que mereces, mas só o facto de saber que estás aí para o que der e vier, já me deixa mais descansada!

Bom, como já deves ter reparado, pelo menos com o que se passa à tua volta (e se olhares para a tua direita, ver-me-às toda linda e enfeitada, bem de acordo com a época!) é Natal!
Pois é, ainda és novito, por isso não sabes muito bem o que isso é! Afinal de contas este é o teu primeiro Natal! Yuuuupppiiii! Vais adorar!
Eu cá não posso viver sem o Natal, e digo-te mesmo que é pena só termos um por ano!
Se me perguntares mesmo porque é que ele existe, vais apanhar uma seca. Mas pelo menos sei a resposta, não é como umas misses aqui da Alemanha que não sabiam porque raio se festejava o Natal! Mas adiante!

Na verdade, foi por esta altura, há muito, muito, muito, muito, muito tempo atrás que um milagre ocorreu, e um bebé nasceu sem haver explicação científica para isso! Sim, pois, já adivinhaste! Havia a mão de Deus pelo meio!
Bom, este tal bebé era muito esperado e dizia-se até que iria mudar o mundo. Na verdade até mudou, mas acho que os planos lhe saíram um bocado furados, e aquilo que ele pretendia não resultou lá muito bem.
Umas pessoas esquisitas, vestidas de forma ridícula, apareceram e aproveitaram a morte de Cristo (ah, este é o nome dele, Jesus Cristo, ainda não te tinha dito?) para fazer uma campanha publicitária. Pois foi! Foi assim que a Igreja nasceu, ou quase, vá! Pronto, também não é preciso ficares a saber muito mais sobre isto, porque o Natal neste momento já não a comemoração do nascimento de Cristo, mas uma desculpa para muitas outras coisas: comer coisinhas boas, beber, receber prendas...
Na verdade, não vejo nenhum mal nisso! Eu cá adoro!
Junto-me com a minha família e, como já não nos víamos todos juntos há precisamente um ano, falamos muito alto, todos ao mesmo tempo, sedentos de partilhar e de ouvir um ano inteiro de novidades e acontecimentos! No meio disto tudo há uma lareira fantástica que é uma querida e nos aquece sempre, há comida e bebida, e na noite de Natal docinhos e muitas prendinhas! Agora diz-me: haverá algo melhor? Eu cá acho que não!

Mas enfim, também foi por causa do Natal que eu demorei mais tempo a escrever. É que sabes, comprar prendas não é uma coisa muito fácil de fazer! Demora tempo, custa dinheiro, exige paciência... enfim! Mas eu até adoro dar prendas, por isso, não me custa muito!

Bom, meu querido companheiro, editor virtual, vou ter que me desligar. Sabes como é, ainda há muito para fazer até à viagem que me espera no domingo. Ah sim, ainda não tinha mencionado esse pormenor? Vou para Portugal no próximo dia 23, passar uns dias com os papás, família, amigos, cães... Depois já só volto em 2008! De qualquer forma, não precisas de te preocupar, posso visitar-te onde quer que eu esteja! Vês?

Bom, acho que agora só me resta desejar-te um

Feliz Natal e um óptimo Ano Novo!


Por cá, eles dizem
Frohe Weihnachten und einen guten Rutsch!
E sabes o que dizem os chineses? Shen Dan Kuai Le Xin Nian Yu Kuai!
E os holandeses? Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuw Jaar!
Aqueles nossos amigos que têm uma língua com não sei quantas palavras para neve dizem: Jutdlime pivdluarit ukiortame pivdluaritlo!
Em Esperanto: Felican Kristnaskon kaj Bonan Novjaron!
Os louraços finlandeses: Hyvää joulua ja onnellista uutta vuotta!
Os que não gostam de usar nada por baixo da saia, ali para o norte do Reino Unido dizem: Nollaig chridheil agus Bliadhna mhath yr!
Os iraquianos dizem: Idah Saidan Wa Sanah Jadidah!
Os irlandeses: Nollaig Shona duit!
Os do sushi: Meri Kurisumasu soshite Akemashite Omedeto!
Os romanos diziam: Natale hilare et Annum Faustum!
Os do país do Ikea dizem: God Jul Och Ett Gott Nytt Ar!
E os tailandeses: Suk san wan Christmas!

Pronto, já chega, vá, senão nunca mais acabamos de dar a volta ao mundo!
Então, gostaste da surpresa? Para além de um post, recebeste um post gigante, aprendeste alguma coisa e tiveste direito a uma carta endereçada a ti! Que queres mais?

Um abraço,

Me Myself & I

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

What Famous Work of Art Am I?

You Are Best Described By...

Landscape With Butterflies
By Salvador Dali

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

um desafio, uma paixão e um post super gigante!

Imaginem que, de repente, no meio do vosso sonho mais perfeito são despertados por um intenso cheiro a queimado.... Abrem os olhos e.... FOGO! SOCORRO! As chamas começam já a lamber a porta do vosso quarto, estão encurralados! A única solução é sair pela janela!
Sim, vocês até vivem numa casa, o vosso quarto fica no rés-do-chão, e a vossa janela dá para um jardim relvado e fofinho que aparará a vossa fuga com todo o amor! Sim, é fácil... sim, fácil... Mas, por alguma razão estranha, não conseguem mexer-se. Algo se passa... Raios, o que é?

O meu querido vizinho virtual, Miguel, resolveu fazer-me um desafio! Um desafio bastante cruel a meu ver!
É verdade que tenho andado um pouco afastada e de certa forma até tenho andado a trair uma das coisas que me dava mais prazer...
Falta de tempo, de vontade... não sei. Também não me importo. De há uns tempos para cá comecei a aceitar as coisas como elas são, sem as forçar demasiado. O facto de, por alguma razão, não ter visto muito cinema nos últimos tempos não me preocupa... Eu sei que é só uma fase! E é claro que se deixei de olhar para o cinema, outras coisas há que agora ocupam mais a minha cabeça e o meu coração.

De qualquer forma, não posso dizer que me tenha esquecido do cinema... Nunca poderia esquecer-me de uma paixão! Afinal de contas, ele é como um amante para mim... Um amante perfeito! Não se chateia quando eu não apareço, abraça-me e envolve-me quando o visito, magoa-me também e desilude-me, claro!, mas o que seria a vida sem isso?
Importante para mim é o facto de a relação que tenho com ele ser natural e apaixonada, sem racionalismos e coisas práticas pelo meio. Ou gosto, ou odeio! Ou o filme me agrada, ou não! Ou a história me tocou no fundo, ou mesmo nada! Ou amo aquela personagem, ou odeio com todo o meu ser! Assim é a minha relação com o cinema!
O meu querido Miguel, cinéfilo por excelência, estará já a mexer-se na cadeira, irrequieto... não fosse ele um crítico exigente, com uma pena afiada e muitas vezes mortal!
Não posso dizer que não seja, por vezes, crítica e que até nem tente analisar e dissecar uma obra cinematográfica. É o vício de quem estudou literatura! Um vício que nunca nos abandona! Mas tento, quando posso, fugir a essa mania e ver as coisas de uma maneira mais simples e sensorial.

Bom, depois de tanto discurso, perguntam-me vocês que raio tem o incêndio na vossa casa a ver com a minha paixão pelo cinema, mais um desafio entre bloguistas! E têm muita razão, sim senhor! É que já estou a demorar! Mas, quando souberem em que é que o desafio consiste, perceberão porque ando aqui a empatar...

O que fariam se estivessem no meio de um incêndio, tivessem que fugir, e quisessem salvar a vossa colecção cinematográfica toda? Não podiam, pois não?
A colecção toda ou a vida! Ah, pois, bem me parecia!
Então, agora pensem que algo divino vos dá a oportunidade de salvar cinco filmes antes que aquelas chamas ameaçadoras desfaçam de vez o vosso quarto! Difícil, não é?


Estou completamente certa de que noutro dia qualquer a minha escolha seria outra. Fiz uma coisa parecida com livros e músicas preferidos, no blog que tenho com a minha malta, e isso tornou-se evidente! Se neste momento escolhi estes filmes, é claro para mim que daqui a um mês escolheria outros. Cada vez mais acho que somos muito influenciados pelo momento em que vivemos, seja o lugar onde vivemos, com quem vivemos, quem amamos, amigos, livros que acabámos de ler, filmes que vimos, pessoas que acabámos de encontrar...

Assim sendo, e sem quaisquer palavras, aqui vai:









Como devem calcular, gostaria que me acompanhassem e aceitassem o desafio!
A todos os que se comoveram com este monte de palavras, a todos os que estariam dispostos, neste momento, a salvar cinco filmes, este desafio é para vós! É só deixar um comentário!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Querida vizinha:

Bem sei que dantes estavas nesta casa, bem sei que agora a tua qualidade de vida decresceu substancialmente quando tiveste que mudar para o quarto ao lado, mas são coisas da vida, não há nada a fazer! Tens que ver as coisas pelo lado positivo e pensar que agora tens dois vizinhos simpáticos, queridos e, mais importante do que tudo, civilizados!

Provavelmente não sabes bem o que quer dizer "ser civilizado", mas a culpa não é tua, claro! Bem vejo pela forma como deixaste a casa que agora ocupamos, que a palavra é-te completamente estranha. Pois! Mas não faz mal, as coisas hão-de melhorar! Ainda és nova, tens muito para aprender, e nós estamos aqui para te ensinar essas coisas básicas.
Obrigada por teres deixado a casa como deixaste! Percebo agora qual era a tua intenção, e agradeço-te do fundo do coração. Na verdade, tu querias que deixássemos de usar a vassoura (que tanto nos dá cabo das costas) e comprássemos um aspirador. Sim, o lixo todo que encontrámos tinha um propósito: foi tudo a pensar na nossa saúde! Obrigada!

Respeito pelos outros também me parece que é algo que desconheces, a avaliar pela forma como usas e abusas do espaço que agora é comum aos três. Pois, acontece! Mas, mais uma vez, digo-te para não te preocupares, tudo se há-de arranjar! Nós agora estamos aqui contigo, para o que der e vier!
De qualquer forma, podias começar a pensar em arrumar as tralhas que tens espalhadas por todo o lado? Não é por nada, mas é que não queria que tropeçasses em nada, caísses e partisses a cabeça quando chegas a casa depois de um dia cansativo.
Mas acho que não preciso de ficar preocupada com isto, e também não vou precisar de bater à tua porta mais nenhuma vez, porque tenho a certeza que compreendes aquilo que eu digo e que, como boa vizinha que és, vais limpar a porcaria toda que tens por aí!

Mais uma coisa: e aqui confesso que fiquei comovida, quase chorei, quando tiveste visitas ontem e, numa tentativa de mostrares que és uma pessoa alegre e sociável, riste às gargalhadas, histérica, e gritaste em vez de teres usado um tom de conversa normal e civilizado (Oh, aqui está esta palavra outra vez! Não é bonita?) com a tua amiga! Percebo agora, minha querida vizinha, que querias apenas mostrar que podemos rir juntas e falar assim alto quando eu quiser! Aliás, a tua voz estridente é já algo sem o qual não consigo viver! Que grande amiga! É tanta a tua generosidade que não me sinto merecedora da tua amizade!
Talvez não vá aceitar para já essa tua oferta, mas é apenas por uma questão de saúde. Afinal de contas tenho problemas de ouvidos, e uma conversa contigo poderia romper-me os timpanos!

Minha querida vizinha, agora que estou quase no fim desta carta, começo a sentir uma certa nostalgia... sim, já estou a sentir saudades!
Bolas, mudei-me para aqui há dois dias e já não consigo fazer nada sem pensar em ti!
Estou a ver que isto é o principio de uma bela amizade!

Com um grande xicoração me despeço,

a tua vizinha civilizada, discreta, que respeita o espaço dos outros.

P.S. Obrigada por teres deixado a tua roupa interior por aí, onde pudéssemos vê-la! Foi muito generoso da tua parte partilhares connosco algo tão íntimo, uma grande oferta de amizade! Mas agora que já o fizeste, e nós já percebemos a ideia, não precisas de voltar a fazê-lo! Podes arrumar o teu fio dental e dar-lhe o descanso que ele merece, na gaveta, na prateleira, ou noutro qualquer lugar onde guardes as tuas coisas.

P.S.2 Espero que não fiques triste, mas eu ainda penso no nosso antigo vizinho! Não quero de forma alguma que penses que estou a trair-te com ele, nem sequer em pensamento, mas é que ele era um bom vizinho! Nada que se compare contigo, claro, mas era bonzito! Era calmito, não chateava, não ocupava o espaço todo que partilhávamos... mas pronto, ele também é homem, não tem tanta tralha como nós mulheres, não é?

P.S.3 Partilhar! Uma grande palavra! Também não conheces, pois não? Então será algo de que falarei para a próxima carta! Sei que vais adorar!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

benfeitores em nome de Deus


Há uns tempos, aqui no prédio, encontrei esta relíquia! Afinal chegar lá a cima e ser ouvido por Deus está bem mais perto do que nós pensávamos! Está apenas a um bilhetinho de distância!

Posso dizer, e peço desculpa às almas que poderei ofender com isto, que não há coisa que mais me irrite que é ter de aturar gente insistente que tenta impingir-me a Palavra de Deus!
Eu até nem tenho nada contra Deus, simplesmente não acredito nele! É só isso! Mas respeito as pessoas que pensam nele, que rezam para ele, e essas coisas todas. Mas por isso mesmo, porque respeito quem nele acredita, espero exactamente o mesmo deles: respeito por alguém que não acredita!
É que de cada vez que passo pela entrada da Universidade de Humboldt, aqui em Berlim, tenho que aturar sempre as mesmas perguntas! "Acreditas em Cristo?" "Queres abraçar a Palavra de Deus?"
Se não disser nada, perseguem-me! Se disser que acredito em Cristo como figura histórica extremamente importante que foi, grande líder, personagem interessantíssima, que veio muito antes do seu tempo, mas não como figura divina, chacinam-me na rua, começam a contra-argumentar, no alto de toda a sua razão, bem lá em cima, no seu pedestal...
Mas que chatice! Não há paciência!


Posso ter dúvidas sobre muitas coisas, não sou propriamente a pessoa mais segura do mundo, mas de uma coisa eu tenho a certeza: sei qual é a minha posição quanto a Deus!
Às vezes até posso ter algumas perguntas, fases mais estranhas, um pouco como Miguel Torga, que no seu Desfecho mostra a tentativa de negar Deus, a sua luta (no seu caso perdida)...
Muitas vezes até acho que faz sentido que exista um senhor de barbas, todo fofo, muito
wise e paciente, que nos ouve a qualquer altura, quando temos dúvidas, quando nos sentimos sós, quando precisamos de um ombro amigo... um pouco como o Morgan Freeman no Bruce Almighty. Sim, isso assim até era fixe! Mas, infelizmente, o Morgan Freeman não está disponível, e Deus não existe assim...

E se querem saber, depois de ver a merda toda que a Igreja fez, faz e fará, não há paciência para acreditar no que quer que seja. Aliás, não há nada que faça mais sentido do que o que sua excelência Marx disse: "a religião é o ópio do povo"! E é sim senhora, e é também o ópio dos mais fracos!

Por isso, queridos estudantes que andam por aí a vender a Palavra de Deus, eu não estou disponível! Não estou aqui, não acredito, não existo aos olhos de Deus e sou uma pecadora nata! Entendido?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

o monstro





Meus queridos leitores,

gostaria de começar este post com fotografias mais bonitas, agradáveis aos olhos de todos, mas não posso.
Gostaria de continuar a escrever com a boa disposição com que ontem escrevi, mas não posso.
Gostaria até de poder dizer que isto não é verdade, que isto são apenas fotografias criadas, puras ilusões, mas também não posso.

E porquê, perguntam vós? Porque um monstro chamado Guillermo Vargas, que se intitula de artista, um filho da puta odioso que, a meu ver, só quer publicidade, fez o impensável. Querido Guillermo, querias publicidade, querias reconhecimento? Aqui vai!

Posso ser chamada de ignorante, estúpida, inculta, desconhecedora mas nego-me veemente a considerar as imagens acima mostradas como uma expressão de arte. Eu, meus queridos, até adoro arte, até lhe dou liberdade, até a aceito, venha ela como venha... Agora, eu, a ignorante, intolerante, não posso deixar que algo assim seja chamado de arte! Não posso!

Sua excelência monstruosidade, Guillermo Vargas, resolveu tirar este cão da rua, doente e esfomeado, e resolveu dar-lhe um tecto...
Desenganem-se aqueles que pensam que esta história vai ter um final feliz! O monstro deu, com efeito, um tecto a este cão! O dito tecto albergava uma feira de arte na Nicarágua, e este cão teve o privilégio de ser considerado uma peça de arte. Se as outras peças de arte que vejo normalmente nos museus morreram de fome, não sei. Os cipestres que vi no outro dia, de Van Gogh, tinham um ar bastante saudável. O que eu sei é que este cão, exposto num canto da exposição, foi deixado ali propositadamente para morrer à fome e à sede! Ali, observado por todos, ali abandonado por todos!


Monstro não é só aquele que o lá pôs (e juro por tudo que desejo que ele tenha uma morte tão grandiosa como teve o cão), mas também o que autorizou que o cão lá estivesse, mais o visitante que passou e, espantado e horrorizado, decidiu não fazer nada. "Bolas, antes não dizer nada do que depois ser considerado ignorante por não entender esta expressão de arte tão moderna!" Claro, não queremos ser vítimas de insultos por parte de todos os intelectuais pretensiosos que acham que sabem o que é, na realidade, arte! Pois perdoem-me, queridos intelectuais, por ser tão pouco aberta e moderna, mas para mim arte não é isto!


O monstro, confrontado com a polémica, explicou as suas razões para tal expressão de arte. Não me peçam para as escrever aqui, estou-me a cagar para o que quer que seja que ele tenha dito! Nada, nada justifica uma acção destas! NADA!

Meus queridos leitores, olhem mais uma vez para as fotografias, para este cão, e pensem que o autor desta barbaridade, deste "projecto de arte", foi seleccionado para participar na Bienal Centroamericana Honduras 2008. Sim, é verdade, a sua peça de arte fez sucesso! Original é, lá isso é!

Como devem calcular, está a ser feito um abaixo-assinado para impedir que isto volte a acontecer, para mostrar à Bienal que arte não é isto, que isto é apenas e só uma demonstração gratuita de crueldade.
Eu já assinei a petição, sou o número 51614. Assinem vocês também, se acreditam que barbaridades assim nunca mais deveriam acontecer. Cliquem aqui, não custa nada!

Às vezes desiludo-me com o mundo... de tal forma que vejo apenas um caminho escuro à nossa frente, de tal forma que deixo de ter qualquer esperança na humanidade e fico tão triste, tão triste... o meu coração está partido...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

silêncio que se vai cantar o fado

e a Me Myself & I vai postar!

Como anunciei no episódio anterior deste nosso, tão querido de todos, blog, na sexta-feira tive um serão muito especial! Pois é, sentem-se, por favor, queridos leitores, não quero chocar algumas mentes mais sensíveis...

A ME MYSELF & I FOI A UMA NOITE DE FADOS, aqui mesmo, no coração de Berlim! Isso mesmo, meus queridos-poucos-mas-bons visitantes deste blog, venci o que quer que seja que até hoje me impediu (estupidamente) de ouvir fado ao vivo, fiquei maluca, quem sabe aventureira até, e fui jantar (bem acompanhada, claro está!) a um restaurante tipicamente português (recomendado por um aluno alemão... mais uma excentricidade!) ouvir cantar o fado!
Não posso dizer que se tenha feito silêncio para se cantar o fado, mas a cultura aqui também é outra, enfim! De qualquer forma, vi lagrimitas, sim senhora, saindo dos olhos azuis de alguns alemães! Ai vi pois! E também se ouviu, ocasionalmente, um silenciozito respeitoso para que suas excelências fadistas pudessem dar asas à sua emoção, voz ao seu coração! Nada mau!

Foi bonito, sim senhora! E confesso até, perante vós, que fiquei um tanto arrepiadita! Vejam lá! Não é bonito?

O restaurante em si, "A Cabana", também era uma delícia. Um pequeno restaurante tipicamente português com tudo a que isso tem de direito! O sr. José é português de gema e recebe os seus clientes todos, estrangeiros ou não, com um "olá" muito carinhoso! A mamã Esperança, que eu tive o prazer de conhecer numa visita rápida à cozinha, é um amor de fofa, toda ela muito nossa!
E a ementa?, perguntam vós, já esfomeados! Essa é bem a condizer com o nosso espírito nacional: bacalhau, bacalhauzinho, vinhos portugueses, pastéis de nata e todos os afins!

Quanto às nossas companhias, essas até se portaram bem!
O amigo alemão que veio connosco gostou muito da experiência, tanto gastronómica como musical! Foi pena não ter percebido as letras das músicas, mas nós lá íamos tentando traduzir algumas para que não ficasse completamente perdido! Nunca me tinha apercebido de como é importante, ainda para mais com algo tão único como o fado, perceber o que se canta!
A outra companhia de que desfrutámos era tão portuguesa quanto nós e aprovou a pequena ilha de Portugal que o sr. José e a mamã Esperança construíram no meio de Prenzlauer Berg! Querida S., foi ou não foi uma experiência
no mínimo interessante? Para primeira noite de fados... :-D

Bom, e por aqui me fico, fiéis leitores, agora um pouco mais portuguesa, um pouco mais sentimental, um pouco ainda mais eu!

P.S. Se estão curiosos em ler mais sobre "A Cabana" cliquem aqui ou aqui! Ah pois, é que o sucesso é tanto ou tão pouco que a pequena ilha portuguesa de Berlim já saiu em vários jornais! Daqui são apenas mais uns passos para o resto do mundo! ;-)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

um pouco de cultura nunca fez mal aos americanos!

Pessoal, fomos ao David Letterman's Show! Hehe!


Confesso que nunca fui grande fã de fado, mas agora que estou fora, aprendi a gostar dele! Tanto, que amanhã vou a uma noite de fados num restaurante português, no coração de Berlim!

E esta, hem?

Ah, é verdade, obrigada, Mariza!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Línpingupuaspas dapa nopossapa inpinfânpâncipiapa!

Bempem mepe lempembropo depe quanpandopo aspas mipinhaspas priprimaspas granpandespes sepe pupunhampam apa fapalarpar apassimpim sópó paparapa quepe nóspós nãopão perpercepebepessepemospos napadapa! Quepe raipaivapa nospos dapava nãopão conponsepeguirpir perpercepeberper napadapa! Bopolaspas!

Depessapa mapaneipeirapa popodipiampam fapalarpar dospos napamoporapados, daspas sapaípidaspas àpà noipoitepe, dopo fupulapanopo gipirapaçopo, maispais dopo gapajopo quepe tipinhapa fapalapadopo compom upumapa depelaspas napa pispiscipinapa... enpenfimpim, eperapa umpum depesespespeperopo!

Quanpandopo eupeu epe apa mipinhapa priprimapa maispais nopovapa típínhapamospos nopovepe epe dezpez apanospos, apa nopossapa rapazãopão depe vipiverper anpandapavapa àpà volpoltapa dapaquepelapa línpíngupuapa mispisteperipioposapa quepe aspas priprimaspas maispais vepelhaspas fapalapavampam!

Quanpantopo tempemtopo nãopão despesperperdipiçápámospos àspàs espesconpondipidaspas, àspàs espespreipeitapadepelaspas, tenpentanpandopo perpercepeberper umpum bopocapadipinhopo quepe fopossepe dapaquipilopo quepe epelaspas dipizipiampam! Quepe tempempospos!

Maispais tarpardepe, quanpandopo upumapa depelaspas nospos conpontoupou opo sepegrepedopo dapa chapamapadapa línpíngupuapa dopos Psps, topodopo apaquepelepe mispistépéripiopo despesvapanepeceupeu! Quepe depesipilupusãopão sopofrepemospos! Eperapa sópó apaquipilopo? Ohpoh!

Epe vopocêspês, tampambémpém tipiveperampam upumapa fapasepe dapa vopossapa apadopolespescênpêncipiapa inpinvapadipidapa pepelapa línpíngupuapa dopos Psps?

domingo, 14 de outubro de 2007

amanhã...

Amanhã vou levantar-me cedo e deitar-me cedo, até porque vou deixar de ver televisão, tanto tempo perdido. Amanhã vou recomeçar a fazer ginástica e dieta. Vou deixar de fumar. Amanhã vou buscar à estante aquele romance inglês e não vou desistir uma vez mais logo à segunda página. Amanhã vou comprar uns sapatos de salto raso, porque os saltos altos são a coisa mais estúpida que as mulheres não inventaram e continuam a usar. Amanhã vou oferecer aquela caixa à fulaninha que gosta tanto dela e eu não muito. Amanhã vou começar a sair mais ou a sair menos, vou mudar de vida. Amanhã vou começar a escrever aquele livro. Amanhã vou dizer duas verdades a quem precisa de as ouvir. Amanhã vou deitar fora todos estes papeís...

Maria Judite de Carvalho, Páginas

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

World Day Against The Death Penalty

O dia já passou, sim, mas nunca é tarde para se anunciar o Dia Mundial Contra a Pena de Morte.

Acho que não é preciso dizer mais nada, pois não?


domingo, 7 de outubro de 2007

uma relação profunda:eu,o senhor do bigode e funghi!

Não, eles não se mexem, não abanam a cauda, nem sequer isso têm, mas se tivessem também tenho a certeza de que não a usariam.
São calados, não fazem mais nada senão passar o tempo todo colados, agarrados, sem mais nada fazer. Há-os esquisitos, há-os irreverentes, revolucionários até, há-os vulgares, quase aborrecidos, há-os coloridos...
São chatos, muitas vezes não valem nada, outras representam pequenas fortunas...

São
nojentos, espalham micróbios, conhecem a anatomia da língua humana melhor do que ninguém, mas têm um dom especial que ultrapassa qualquer característica menos atraente: viajam pelo mundo fora, trazem e levam noticias, são conhecidos e famosos, amados... Sim, são pequenos e esquisitos, mas é à volta deles que uma boa parte do mundo se move!

Sim, claro que estou a falar de selos! Depois de tantas pistas, não há como falhar!
Chegou o momento de apresentar a minha, ainda pequena, colecção de selos! Bom, minha, minha só, não é, já que a partilh
o com o outro habitante cá de casa, mas enfim, o blog é meu, por isso...!
Por enqu
anto, a colecção tem apenas dois temas, mas ando a pensar em acrescentar mais umas coisitas interessantes que vi há pouco na feira da ladra cá do bairro!

Bom, por agora temos uma do 3º Reich, que é como quem diz, selos do tempo do senhor do bigode. E até vos posso dizer que se descobrem coisas bem interessantes! Mas não se preocupem os leitores mais sensíveis, a Me Myself & I não se passou para o outro lado! É apenas e s
implesmente curiosidade histórica! Parecendo que não, ainda se aprende bastante com selos! É toda uma cultura e valores que de repente se abrem para nós, uma espécie de máquina do tempo! Very nice indeed!
Apreciem lá alguns, então!




A outra colecção que estamos a fazer é bem mais pacífica e harmless. Sim, pelo título do post já devem ter adivinhado: cogumelos! Lindos, maravilhosos, coloridos e, com toda a certeza, venenosos! Para além de adorar comê-los, resolvi agora coleccioná-los! É que os há por todo lado! Afeganistão, Somália, Guiné, Mongólia, espalham-se como verdadeiros fungos que são! Estranhos e extr
avagantes, até dá vontade de trincar!
Aqui vão alguns, mas tirem daí as mãosinhas, que estes são demasiados valiosos para uns comuns bifinhos com natas!



quinta-feira, 27 de setembro de 2007

a vontade de ser diferente OU um post gigante!

Há dois fins-de-semana atrás fui a Portugal, ao casamento de uns amigos... e devo confessar que fiquei impressionada. Os meus espanto, surpresa, estranheza não estavam directamente relacionados com este casamento em particular, mas com todos os casamentos e todas as regras sociais a respeitar inerentes...

Posso dizer com tranquilidade que não pertenço ao grupo dos comuns mortais ditos "normais", que respeitam, com todo o automatismo de uma máquina, os valores, regras e "tens de ser" com que cresceram. Também posso dizer que não sou completamente "anormal" quanto a estas tradições, reclamando o meu lugar ali no meio, renunciando ao que "tem de ser", ao que parece mal, ao que é completamente odiado por ser diferente, mas com consciência e sem exageros.

Por vezes, esta posição onde me encontro mostra-me a sua insegurança, a sua "tremelidade", já que nem sempre sei o que fazer no momento certo. Infelizmente, vivo muitas vezes o dilema do que "tem de ser", do que parece mal. Não por mim, porque eu normalmente sei o que quero fazer, mas pelos outros que me rodeiam e são importantes para mim e que poderão, de alguma forma, reagir mal ao estranho-não-normal com que às vezes escolho viver a vida. Não é que alguém já me tenha dito alguma coisa, mas muitas vezes sinto o peso das regras, dos olhares dos outros, do raio da sociedade que muitas vezes já me chateia!

Não posso vestir vermelho no funeral de um amigo porque todos vão comentar, apesar de todos sabermos que ele odiava luto, idiotices de funerais com igreja, santinhos, beatinhas e sei lá que mais! Sabendo eu que ele gostava dos Ches do mundo, de vermelho e do Benfica e que, apesar dos seus setenta e tal anos, era mais jovem do que muitos e odiava tudo o que fosse considerado normal. Sim, ele era um rezingão nato!

Estes rituais sociais irritam-me cada vez mais! Sinto que estou a passar por uma fase na qual não demonstro qualquer paciência, tolerância ou compreensão pelos ditos!
Nunca posso fazer o que eu quero, o que eu acho apropriado porque uma idiota de uma sociedade criou estas regras de m**da, forjou os mandamentos a ferro para que mais ninguém se esquecesse deles e condena todos aqueles que decidem sair da linha. Não há paciência...

Sei que me queixo de barriga cheia, porque nem sequer tenho uns pais muito "normais", mas mesmo assim, há uma sociedade inteira lá fora que observa e condena.

Quando começo a pensar em fazer algo parecido ao que os meus amigos fizeram há dois fins-de-semana atrás, perco logo a paciência e vontade, por saber que as outras partes todas envolvidas, apesar de não directamente ligadas à união, se meterão e dirão de sua justiça o que tem de ser feito.
Eu observei de perto as chatices de preparar um casamento, o stress, a vontade que tudo acabe depressa, só porque tem de se respeitar os desejos de milhões de pessoas que estão à volta, tentando evitar complicações...
Na, isso não é para mim! Tanto mais porque eu não sou nada diplomática e paciente e me irritaria logo de uma vez com aquela gente toda. Cá para mim, acho que vou manter-me nesta vida em pecado por um grande bocado!

Só mais uma coisa... conheço alguém que resolveu escolher o outro lado e, de alguma forma, renunciar à sociedade e à forma de viver consideradas aceitáveis. Afinal de contas, há muitas outras formas de viver, além deste mundo que todos nós conhecemos!
Foi uma decisão corajosa, tendo em conta o que implica escolher um caminho próprio e diferente de tudo a que os outros que nos rodeiam estão habituados. De qualquer forma, foi uma escolha que eu admirei e ainda admiro muito. Parabéns, R.!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Finalmente!

Isto de ter Internet tem muito que se lhe diga! Principalmente quando nos habituamos a ela de tal maneira que já toda a nossa vida roda à volta de um computador. Este tipo de relação pode dar para o torto quando os funcionários incompetentes, ignóbeis, idiotas e esquecidos, mesmo depois de renovado o contrato (há mais de um mês!), se esquecem de fazer as coisas como deve ser! Conclusão: a Me Myself & I está muito irritada!

Bom, agora que a ausência está esclarecida, vou postar aqui a resposta a um desafio que um querido vizinho meu, morador de um blog não muito longe daqui, me fez! Miguel, aqui vai!

1) Pegar no livro mais próximo: The Wind-up Bird Chronicle de Haruki Murakami
2)Abri-lo na página 161
3) Procurar a quinta frase completa
4) Colocá-la no blogue: "Perhaps non-existent."
5) Usar o mais próximo: Estava em cima da mesa de entrada, ao lado da minha bolsa. É o meu companheiro de metro, café, jardim...
6) Passar o desafio a cinco pessoas: Hum, agora assim de repente, não sei. É evidente que o farei às gajas da Flul, do Blog da Malta, mas a essas eu escreverei directamente no nosso blog, a nossa casa de encontros por excelência! À Rachelet, claro! E aos demais que por aqui passarem! Mas avisem, que eu depois quero ler!


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Jane Eyre reinventada

Eu sempre me interessei pela obra da Paula Rego! Gosto, adoro, é curiosa, escura e obscura, louca e no entanto tão real, às vezes... Enfim, adoro saber que temos artistas portugueses que marcam a diferença lá fora (às vezes até demais, tendo em conta que temos um punhado deles a viver no estrangeiro)!

Confesso que não me importaria nada de ter uma Paula Rego na parede da minha sala (não a Paula Rego em si, note-se, mas uma obrasita dela, uma pequenita, vá), mas imagino que nem sequer fundos tenho para um centésimo do quadro... desvantagens de se ser pobre! Para mim tudo o que é belo devia ser de graça! Agora ter que pagar uns milhõesitos para ter um Klimt em casa ou quem sabe um El Greco! Acho injusto! Deprimente! Perverso!

Bom, mas como eu estava a dizer, gosto muito da obra da D. Rego e até tive o privilégio de a ver ao vivo e a cores, naquelas suas dimensões gigantescas! E por lá descobri uma coisa: sua excelência também tem uma paixão pela Jane Eyre. Digo também porque eu própria caí nas graças (ou será garras?) de Miss Eyre e do seu Mr. Rochester...
Colegas de faculdade, cujo fado tropeçou nesta obra, entendeis-me, não entendeis?


Bom, e perguntam vós, caros leitores: "Que raio tem a Rego a ver com a desgraçada da nossa Jane?" Pois é, aí é que está! É que a nossa excelente pintora, já acima referida, resolveu pintar a Janinha, tal foi a impressão que lhe deixou! Na verdade, terá sido a mente ingenuamente e deliciosamente louca de Charlotte Brontë que fez com que Paula Rego quisesse reinventar Jane Eyre! Para mais informações, clicar aqui!

E agora, para presentear os vossos olhos, tão cansados de ler tanto blá blá blá, apreciem bem os quadrinhos, vá lá!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

a minha pequena participação no showbiz alemão!

Ontem fiz uma coisa diferente do normal: fui encontrar-me com o realizador e o actor principal do filme cujo argumento ajudei a traduzir. Na verdade, foram só 3 ou 4 frases, por isso a minha colaboração foi muito reduzida!

Seja com for, lá fui ontem ajudar o actor a pronunciar bem as coisas que tinha que dizer em português do Brasil! O senhor é romeno, portanto acabou por não ter tanta dificuldade assim! De qualquer forma, adorei estar com ele! Um homem amoroso de 70 anos, actor famoso aqui na Alemanha, muito querido, delicioso na sua forma de falar tão teatral, tão concentrada em si! Uma delícia!

Do que mais gostei, no meio daquilo tudo, foi do empenho dele em querer entrar na sua personagem! O respeito que mostrou para com o povo brasileiro, já que vai representar um deles, surpreendeu-me. E que coisa engraçada essa de entrar na pele de outra pessoa, de ter a oportunidade de ser outro de vez em quando, uma espécie de camaleão! Fez-me recordar os meus dias de teatro... o bichinho ainda cá continua! :D

Quanto ao filme, uma curta-metragem, parece-me que vai ser interessante! Eu espero que corra tudo bem e o consigam acabar! Não só por eles, mas por mim, já que, como recusei receber dinheiro por 4 frasesitas, acabei por propor um pagamento simbólico que se concretizará em bilhetes para a Première! E estou a pensar perguntar se posso ir assistir às filmagens, um dia! Perguntar não custa!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

desejos matinais!

Hum, não sei porquê mas está a apetecer-me Banana Pancakes... Hit it, Jack!

domingo, 26 de agosto de 2007

O tesouro de Berlim!

Elas são redondas mas um pouco achatadas, têm um aspecto pouco atraente mas satisfazem as fantasias de muitos, estão normalmente vestidas de açúcar fino e são recheadas.
Qualquer semelhança com as bolas de Berlim é pura coincidência! Não ofendamos a cultura alemã e as suas belas Berliner falando daquelas coisas oleosas, horrorosas e com um recheio tão pouco original que qualquer pastelaria que se preze vende em Portugal!
Não, quem só gosta de originais terá mesmo de vir a Berlim!
E agora que penso nelas, acho que estou a ficar com fome! Bom, acho que vou ali à Bäckerei comprar umas poucas! Alguém é servido?

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

de regresso

Pronto, estou por Berlim outra vez... Acho que ainda estou com jet lag, em mim acontece mesmo sem sair da Europa, e não é uma questão de diferença horária mas de mudança de cenário. Sou caranguejo, não vejo mudanças com bons olhos! Mas pronto, já estou por cá!

domingo, 12 de agosto de 2007

Yuupppiiiii!! Urlaub!

Férias!Férias!Férias!rias!Férias!rias!Férias!Fér
ias!
Férias!Férias!Férias!rias!Férias!Férias!Férias!Férias!rias!
Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!rias!Férias!Férias! Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!
rias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!
Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!Férias!

&
PORTUGAL, a partir de amanhã!

Yuupppiiiii!!


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Arbeit macht frei!

Já alguma vez estiveram numa situação tão embaraçosa, tão embaraçosa que se tivessem um buraco no chão a jeito, ou uma porta de armário aberta, teriam, sem dúvida, desaparecido? Pois, eu já, e infelizmente era anfitriã num jantar e não pude propriamente abandonar o meu posto!
Mas também vos digo, tentar fazer rir os alemães é um castigo demasiado penoso que não desejo a ninguém!
Bom, confesso que a piada não era assim a rainha das piadas, nem de longe a melhor que eu já fiz... mas pronto, quer dizer, também não era assim tão má! Bolas!

Mas enfim, vamos aos factos! Na sexta-feira à noite fizemos um jantar cá em casa com quatro alemães, uma inglesa e uma russa. Tudo estava a correr bem, pessoal divertido e completamente maravilhado com a nossa arte de servir tipicamente portuguesa, (e claro, com os meus dotes culinários!). Conversa puxa conversa, falámos sobre férias. Ora, como matemáticos doutorandos que são, a maior parte deles não ia fazer férias, coitados, tanto é o trabalho! Ora, e eu, como boa portuguesa que sou, para quem férias é um direito adquirido impensável de não acontecer, lá disse: "Uau, ninguém vai fazer férias aqui? É caso para dizer Arbeit macht frei!", isto claro, com uma intenção irónica (é melhor explicar bem, não vá um alemão estar a ler isto!) E pronto, com estas pequenas palavrinhas assinei a minha sentença! Recebi como resposta um silêncio intenso, desviares de olhos, aclarares de gargantas e uma cara corada minha, pois claro! How embarrassing!

Atenção aos leitores que ignoram muitos dos pontos da minha curta vida: eu sei o que é a cultura alemã, estudei-a! A so called "culpa" que o povo alemão carrega por tudo o que aconteceu antes e durante a Segunda Guerra Mundial ainda está muito presente! Mas, por favor, neste caso estamos a falar de gente da minha geração, não propriamente da geração dos nossos pais ou avós!
Infelizmente, esta questão ainda é muito complicada. Vejam só que no ano passado, durante o Mundial, muitos alemães tiveram dificuldade em aceitar ver a bandeira alemã exposta em cada esquina, em cada canto, em cada mão adepta.

Confesso que achei a questão muito curiosa, ainda mais sendo eu observadora, longe da problemática que os afectava. Foi um tempo confuso para eles! E um muito interessante para mim, porque tive a oportunidade de testemunhar como, aos poucos, eles foram aceitando a evidência de que a bandeira alemã não representava nada mais do que a sua pátria, de que o passado já ia longe, e de que o presente era bem mais diferente.


Enfim, com isto aprendi que podemos ser todos europeus, unidos pela União Europeia, continente civilizado, blá blá blá, mas também somos, cada um de nós, pátrias europeias, únicos na sua cultura e forma de ver o mundo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Julinha Comilona no seu melhor!

E o entusiasmo de sua dona!


cansada de ocidente II



segunda-feira, 30 de julho de 2007

cansada de ocidente